Papo de Mercado: Meu botão é maior que o seu.

Semana com agenda esvaziada e até o momento sem grandes surpresas, o mercado aguarda desdobramentos importantes, principalmente do lado doméstico, onde o nome do jogo é a reforma da previdência.
A meta fiscal de 2017 deve ficar em linha com os 129 bilhões de reais de déficits projetados para o ano.

Esse valor tinha sido revisado (159 bilhões de reais) para contemplar algumas frustrações de receita e, ironicamente, melhoras nesse campo e boas execuções no Tesouro Nacional colocaram o número de volta na meta.

Naturalmente, esse é um ponto importante, mas a retomada econômica ajudará a impulsionar os preços doas ativos para cima. Por outro lado, a trajetória da dívida pública ainda permanece preocupante. O antídoto para a ser a reforma da previdência aprovada e, ao que podemos ver, até o presidente do BC segue fazendo campanha para que isso seja possível.

A reforma (votação agendada para fevereiro) tende a ajudar a inflação a se manter baixa e sob controle, permitindo ao BC seguir com os juros baixos — reduzindo as incertezas e, por consequência, o prêmio que a curva de juros embute hoje. Em termos dos nossos investimentos, vamos captar bons retornos se fizermos a aposta na redução deste prêmio que mantém a curva de juros muito inclinada.
Com a possibilidade de uma taxa Selic menor e Lula cada vez mais fora do play eleitoral após julgamento no final do mês, investidores continuam envolvidos por um clima de otimismo.
Momento nos parece cada vez mais favorável para exposição em renda variável no Brasil.
Enquanto escrevo IBOV trabalhando nas máximas, normal nos próximos pregões um ou outro player colocar o dinheiro no bolso e o mercado realizar.
Apesar da troca de farpas entre Kim Jong-un e Donald Trump, comparando quem ganhou o maior brinquedo no Natal, os mercados globais também trabalham no azul durante toda semana.
Muitos drivers relevantes para 2018 e teremos que ter estômago, pois apesar do momento favorável a vol (volatilidade) tende a ser grande.
Estamos de olho!

R&F Partners
O retorno bruto da carteira R&F acumulou 8% (somado as operações do Trade Cash) no acumulado de 2018 (fechamento 12/12/2018), comparado ao retorno de 2.70% para o Ibovespa no mesmo período. Isso equivale a dizer que a carteira R&F, alocada em poucas ações, apresentou retorno % superior ao seu principal índice de referência.

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