Obsessão Pela Reforma da Previdência.

 

No papo de mercado dessa semana, os mercados acionários adentram a semana demonstrando otimismo, empurrados por comportamento das bolsas norte-americanas, em alta diante da aprovação de pacote tributário no Senado dos EUA, e por confiança renovada, ao menos na margem, sobre reforma da Previdência. Após uma série de
encontros no final de semana, Rodrigo Maia fez pronunciamento mostrando maior chance de aprovação das novas regras previdenciárias. Na agenda econômica doméstica, produção industrial subiu 0,2%, em linha com projeções.

Entre as notícias de destaque, merece menção a conclusão de voto do relator do processo contra
Lula no TRF-4, de modo que votação na turma pode ocorrer em março, tirando ao menos uma das
incertezas com alguma celeridade.

O superávit comercial em novembro alcançou US$ 3,5 bilhões, abaixo das nossas expectativas (US$
4,1 bi) e do consenso de mercado (US$ 4,5 bi). As exportações somaram US$ 16,7 bi, um recuo de
3,0% frente ao mês anterior (com ajuste sazonal). Já as importações somaram US$13,1 bi, um recuo
de 3,1% frente ao mês anterior. Em relação a novembro de 2016, as exportações avançaram 2,9% e
as importações, 14,6%. Acumulado em doze meses, o resultado comercial recuou para US$ 66,5 bi
de superávit (ante US$ 67,7 bi), mas o resultado acumulado no ano segue recorde para a série
histórica (desde 1992). A média móvel trimestral dessazonalizada e anualizada segue em torno de
US$ 65 bi mostrando estabilidade do saldo comercial na margem.

As exportações avançaram 2,9% na comparação anual controlando pelo número de dias úteis. O
aumento foi puxado mais uma vez pelas vendas de básicos (26,5%), que aumentaram pelo décimo
primeiro mês consecutivo (ajudadas pelo bom desempenho dos preços de commodities em relação
ao último ano e pelo aumento da quantidade exportada) e pelas vendas de semimanufaturados
(3,1%). As exportações de manufaturados, por sua vez, recuaram (14,2%) depois de dez meses de
alta. Na comparação mensal (com ajuste sazonal), as exportações recuaram (-3,0%), com queda em
todas as categorias. As importações avançaram mais uma vez na comparação anual (14,7%), com
aumento das compras de bens de capital (10,8%), bens intermediários (6,7%), bens de consumo
(20,0%) e combustíveis e lubrificantes (69,2%). Na comparação mensal (com ajuste sazonal), no
entanto, as importações recuaram (-3,1%) o segundo mês consecutivo de queda.

Os dados de novembro seguiram mostrando estabilização do saldo comercial na margem. O bom
desempenho das exportações e as importações, que seguem em patamar baixo, tem garantido resultados comerciais recorde ao longo de 2017. Mantemos a nossa visão de resultados comerciais
mais modestos ao longo dos próximos anos, em linha com o aumento das importações resultantes
da retomada da atividade econômica.

 

Roberto Ferreira

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *