O Fim do Ciclo

Com o provável fim do ciclo de queda de juros Pré e Pós não vão performar e não estamos sozinhos neste call.

Principais fundos zerando suas posições em juro e fluxo favorável à renda variável favorecendo posições mais alongadas.

A correlação histórica entre o juro nos EUA e a Bolsa brasileira é muito favorável. Isso porque precisamos enxergar os bons motivos por trás da escalada dos yields: maior crescimento econômico, mais demanda por commodities, maiores lucros corporativos.

Precisamos lembrar ainda que, apesar da escalada dos juros, eles ainda se encontram em patamares bastante baixos na perspectiva histórica, sem ferir frontalmente o equity risk premium (prêmio de risco do mercado de ações ou quanto as ações pagam em excesso à renda fixa) ou a atratividade relativa das bolsas emergentes.

Importante observar que está clara uma postura muito mais rígida pelos principais bancos centrais no globo, embora o Fed (Federal Reserve) já venha subindo sua taxa básica, ele o tem feito de forma muito gradual e devidamente comunicada – além disso, está claramente atrás da curva. Enquanto isso, BCE e Banco do Japão não dão sinais muito claros de que efetivamente pretendem adotar uma política muito mais rígida.

Apesar do desconto excessivo no nosso ponto de vista no pregão da última segunda-feira, nada muda na estrutura do bull market. No mercado de ações, não existe do ponto A ao ponto B e sim do ponto A ao Z, e neste processo a volatilidade é parte da estrutura dos mercados. Sendo assim, é importante nos mantermos firmes à tese e não nos influenciarmos pelos ruídos de curto prazo.

Volatilidade é vida!

A queda forte na Bolsa americana, que contaminou todo o mercado internacional, não afetou os juros locais.

Tanto o juro curto quanto o longo continuaram em patamares similares ao de abertura mesmo depois da queda do S&P já acumular 2,5 por cento.

Agenda doméstica trouxe deflação um pouco maior do que a esperada medida pelo IGP-DI (-0,28 por cento), enquanto mercado digere resultado do Itaú e aguarda início da reunião do Copom, que deve reduzir a Selic amanhã em mais 0,25 ponto percentual.

Ibovespa segue sem direção definida no pregão de hoje, dividido, por um lado, por um ajuste inspirado pelo exterior, ao mesmo tempo em que alguns ativos ainda representam boa oportunidade de compra. Estamos atentos!

Outro fator que leva o índice a lateralizar é que está mais que precificado o corte de 25 pontos base (250bps) da taxa de juro que passaria para 6,75% alcançando o menor patamar desde a adoção do regime de metas para a inflação (1999). O driver ficará com o Banco Central que vai indicar se o ciclo de alívio monetário chegou ao fim. Sendo assim os holofotes se voltarão para os EUA que pode acelerar o ritmo de alta de juros.

Roberto Ferreira/Victor Peixoto – R&F Partners Investment Solutions

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