Contrarian Call

Eduardo e Mônica: no caminho do bem

Eduardo abriu os olhos e motivado pelas boas intenções da sua família entrou numa boa escola onde se alfabetizou aos 7 anos de idade, rodeado de coleguinhas fofos. Aos 9 anos tinha aulas de natação duas vezes por semana. O mais perto que Eduardo chega da água hoje é observar a piscina da sacada do seu apartamento. Aos 10 anos recebia a faixa amarela do seu estimado professor de judô. Ah como Eduardo achava chato correr em volta daquele tatame. Aos 14 anos completava o ensino médio com notas altas e baixas expectativas. Aos 17 anos completava o segundo grau em uma conceituada escola técnica, sem utilizar até a presente data nenhuma técnica.

 Aos 22 anos pressionado pelas boas intenções alheias Eduardo se formou na mesma faculdade que seu pai. Eduardo conseguiu uma ótima oportunidade de trabalho em uma grande empresa, com muita segurança.

“Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer, trocaram telefone e decidiram se encontrar… Eduardo e Mônica eram nada parecidos… e, mesmo com tudo diferente… eles acabaram se casando…”Mas Eduardo nunca esqueceu Gabriela, pena que seus pais não gostavam dela. Após o primeiro filho Mônica se dedicou apenas ao lar e Eduardo a trabalhar. Eduardo paga suas contas em dia. E que contas! Quando sobra algum dinheiro Eduardo compra ações do banco que trabalha. Será que deu tudo certo para o Eduardo!?

Um almoço qualquer: uma visão contrária

Numa quarta-feira em meio a um almoço entre amigos de mercado, humildes experientes, arrogantemente inexperientes, nos propusemos a analisar o ativo velho a pedido de um novo amigo. Como somos discretos não vamos “Contax” o nome da empresa. A análise foi elaborada e resumida ao seguinte relatório: DIGA A ELE QUE LAMENTO! Confesso que houve uma demora de alguns dias até a ficha cair. Mas…bingo!

Enquanto uns choram outros vendem lenços

Independente dos níveis de formação somos incentivados desde sempre a pensar dentro da caixa. Que caixa? A caixa da mesmice meus caros.

Aqui na R&F Partners os sócios gostam muito de um call contrário ou uma opção “fora do dinheiro”. Mas o que seria um call contrário? Seria uma visão fora da caixa da mesmice.

Um investidor “contrário” ouve o tempo todo que ele está sempre “errado” pois ele está pensando fora da caixa e indo contra a maioria, assim esse investidor precisa de sangue frio para ignorar essa corrente de reforço negativo e seguir em frente (aqui pegamos emprestado a frase do grande investidor Jim Chanos, que opera sempre “vendido”).

Quando se trata de investimentos em renda variável (ações) muitas vezes podemos estar temporariamente errados mesmo quando sabemos que estamos realmente certos. Por exemplo: um investidor que comprou ações brasileiras (Ibov) no início de 2014 pode ter sido considerado errado, pois o retorno foi praticamente nulo no período. No entanto, esse mesmo investidor teria obtido retornos de 26% em 2015 e 40% em 2016 se tivesse mantido o investimento em ações. Portanto, esse investidor calmo e paciente acabou eventualmente acertando.

Como bem diz a música “Eduardo e Mônica” da Legião Urbana:”quem um dia irá dizer que existe razão… na bolsa de valores!? Não!””foi um carinha do curso da R&F Partners que disse: tem uma coisa legal: o call da semana você precisa conhecer!””e o cliente quis saber um pouco mais sobre aquela carteira que conseguia impressionar””Eduardo certinho e a bolsa de valores eram nada parecidos… ele sempre muito seguro e a bolsa estava no esquema: investe no longo prazo e dobra o capital…””e mesmo com tudo diferente, veio uma vontade de investir na bolsa de valores e comprar ações”

Entendemos os milhões de Eduardos e Mônicas. Mas felizmente aqui somos diferentes, não gostamos de mesmice e teríamos casado com a Gabriela e passaríamos longe das ações do banco do Eduardo.Mediante a desgraça alheia estruturamos uma operação com potencial de valorização de 30% e desta forma turbinarmos a carteira dos nossos clientes.

Lembrete: o investidor pessoa física precisa sempre contar com a opinião de um profissional de mercado. Como nós aqui na R&F Partners não somos entusiastas da automedicação (quando ficamos doentes procuramos um médico), acreditamos que o cliente NÃO deve fazer tudo por conta própria sem acompanhamento de um especialista em ações. O risco é maior para pessoas físicas, pois a pessoa física tem muitas atribuições, não tem tempo, familiaridade, estrutura ou informação para acompanhar o mercado o tempo todo. Além disso, existe um grande componente emocional no investimento em ações, é preciso tomar cuidado com decisões muito emocionais, para o bem e para o mal. Gostamos muito de pensar “fora da caixa”, mas sempre levando em conta o perfil de risco de cada cliente.

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