Consultoria Financeira

Papo de Mercado: O Segundo Corte.

 O segundo corte 

  • O Copom volta a se reunir na próxima semana, nos dias 16 e 17 de junho. Acreditamos que as projeções de inflação do comitê para 2020 devem recuar de 2,4% para 1,8% no cenário híbrido 1 (que inclui taxa de câmbio constante e taxa de juros de acordo com a pesquisa Focus), e de 2,3% para 1,8% no cenário de referência. Para 2021, o cenário híbrido 1 deve mostrar recuo de 3,4% para 3,1%, enquanto o cenário de referência deve recuar de 3,2% para 3,0%.
  • Acreditamos que o Copom realizará mais um corte de 0,75 p.p. na taxa Selic, para 2,25% a.a. Esperamos que o comitê continue ressaltando que estamos diante de um ambiente particularmente incerto e, tendo em vista as defasagens com que a política monetária tipicamente opera, deve sinalizar a interrupção do ajuste monetário, entrando em um período de observação, para avaliar os efeitos das decisões recentes e, assim, desenhar os próximos passos de sua estratégia.
  • Expectativas bem ancoradas e o elevado grau de ociosidade da economia indicam um cenário prospectivo de inflação abaixo da meta no horizonte relevante de política monetária.
  • Nesse ambiente, considerando uma redução do risco externo e expectativa de propagação menos intensa do vírus, esperamos que a autoridade monetária opte por manter a taxa básica neste patamar extraordinariamente estimulativo de 2,25% a.a. por algum tempo, mesmo com certo risco advindo da trajetória fiscal.
  • Por outro lado, se continuarmos observando pressões desinflacionárias adicionais, isto implicará em uma tendência de redução das projeções de inflação, o que pode abrir espaço para novas quedas da taxa Selic.
  • Entendemos que, a princípio, enquanto as autoridades estiverem agindo com o objetivo de atingir a meta de inflação, diante de um choque desinflacionário persistente, não há limites conceituais para a queda da taxa Selic. No médio prazo, no entanto, a corrente deterioração fiscal suscita dúvidas importantes sobre a sustentabilidade do ambiente de taxas de juros baixas.

IPCA recua 0,38% em maio e atinge 1,88% em 12 meses

  • O IPCA de maio registrou deflação de 0,38%. O dado veio acima da nossa projeção (-0,46%) e da mediana das expectativas do mercado (-0,47%). Com relação à nossa projeção, a principal surpresa veio em uma deflação menor do que a esperada em combustíveis de veículos.
  • As medidas de núcleo de inflação seguem em patamares baixos e desacelerando na margem. Destaque para o comportamento de serviços subjacente, com deflação de 0,08% no mês e acumulado em doze meses desacelerando de 3,1% para 2,8%.
  • As próximas leituras do IPCA devem seguir em dinâmica benigna. Projetamos variação de 0,27% em junho, 0,37% em julho e 0,19% em agosto. Esperamos alta de 1,8% no IPCA em 2020 e 2,8% em 2021.
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