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Papo de Mercado: Previdência é a Mina do Ibovespa.

 Copom: riscos simétricos, sem pressa para agir

  • O Copom decidiu manter a taxa Selic inalterada em 6,5% ao ano, como amplamente esperado, e agora enxerga o balanço de riscos para a inflação como simétrico
  • O Copom decidiu manter a taxa Selic inalterada em 6,5% ao ano, como amplamente esperado, em votação unânime. Apesar das incertezas sobre a continuidade das reformas, o comitê agora enxerga o balanço de riscos para a inflação como simétrico, reconhecendo que os indicadores recentes apontam para um ritmo de recuperação econômica aquém do esperado, mas que uma avaliação desse comportamento exigirá tempo.
  • Em particular, o comitê sinalizou que tal avaliação não será concluída no curto prazo, já que requer mais observações sobre o comportamento da economia sob menor incerteza e livre dos efeitos dos vários choques sofridos no último ano.

Detalhes

  • No comunicado, o comitê avaliou que os indicadores recentes de atividade econômica apontam para um ritmo aquém do esperado, ainda que em processo de recuperação gradual. O cenário externo permanece desafiador – por um lado, os riscos associados à normalização das taxas de juros nas econômicas avançadas recuaram, enquanto, por outro lado, elevaram-se os riscos associados a uma desaceleração global.
  • O comitê segue avaliando que medidas de inflação subjacente estão em níveis apropriados ou confortáveis, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus para 2019, 2020 e 2021 se mantiveram em 3,9%, 4,0% e 3,75%, respectivamente.
  • No que diz respeito às projeções do próprio Copom, no cenário com juros constantes a 6,50% a.a. e taxa de câmbio constante em R$/US$ 3,85 (valor médio arredondado dos cinco dias úteis até a sexta-feira anterior à reunião), as projeções aumentaram para 4,1% (de 3,9%) para 2019 e permaneceram em 4,0% para 2020.
  • Tomadas a valor de face, essas projeções não mostram nem espaço para cortes, nem necessidade de aumentos de juros. No cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus, as projeções do Copom se mantiveram em torno de 3,9% para 2019 e 3,8% para 2020. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2019 em 6,50% a.a. e atinge 7,75% em 2020, além de uma taxa de câmbio que termina 2019 em R$/US$ 3,70 e 2020 em R$/US$ 3,75.
  • Houve uma alteração importante na avaliação do comitê a respeito do balanço de riscos, que passou a ser descrito como simétrico. De forma consistente com essa mudança, foi removida da discussão a ênfase que vinha sendo dada para os riscos de alta, relacionados à possível frustração das expectativas de reformas e a possíveis mudanças no cenário externo para economias emergentes.
  • Como nos comunicados recentes, o Copom reiterou que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. Também foi repetido que a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia.
  • A percepção quanto a continuidade desta agenda de reformas afeta, segundo o comitê, expectativas e projeções macroeconômicas correntes. Os próximos passos da política monetária seguem descritos como condicionais à evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.
  • Nesse contexto, o comitê agora destaca que é importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, para avaliar sua evolução diante de menores níveis de incerteza e na ausência dos choques observados em 2018. O Copom considera que esta avaliação demanda tempo e não deverá ser concluída no curto prazo.
  • Dessa forma, o Copom decidiu manter a taxa Selic inalterada em 6,5% ao ano, como amplamente esperado, em votação unânime. Apesar das incertezas sobre a continuidade das reformas, o comitê agora enxerga o balanço de riscos para a inflação como simétrico, reconhecendo que os indicadores recentes apontam para um ritmo de recuperação econômica abaixo do esperado, mas que uma avaliação desse comportamento exigirá tempo.
  • Em particular, o comitê sinalizou que tal avaliação não será concluída no curto prazo, já que requer mais observações sobre o comportamento da economia sob menor incerteza e livre dos efeitos dos vários choques sofridos no último ano.

Déficit em conta corrente estável na margem

  • As transações em conta corrente registraram déficit de US$ 1,1 bilhão em fevereiro, entre nossa expectativa (déficit de US$ 900 mi) e o consenso de mercado (déficit de US$ 1,3 bilhão). O déficit em conta corrente segue em patamar historicamente baixo.
  • Para os próximos anos, mantemos a nossa visão de aumento gradual do déficit em conta corrente, mas sem comprometer a sustentabilidade das contas externas. O investimento direto no país continua sendo a principal fonte de financiamento do déficit em conta corrente.

 

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O retorno bruto da carteira R&F Partners acumulou 2,96% (somado as operações do Trade Cash + proventos sobre dividendos) no acumulado de 2018 (fechamento 27/03/2019), comparado ao retorno de 8,97% para o Ibovespa no mesmo período. Isso equivale a dizer que a carteira R&F Partners, concentrada em poucas ações, apresentou retorno -6,01% superior ao seu principal índice de referência.

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