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Papo de Mercado: Atividade Consistente Com Cenário Base.

Ata do Copom: atividade ainda consistente com cenário base

  • A ata do Copom mostra que o comitê aparentemente discutiu mais amplamente as perspectivas da atividade econômica e concluiu que, ao levar em conta os choques ocorridos em 2018, os dados recentes são consistentes com seu cenário base de recuperação econômica gradual. O comitê também enfatizou que o ritmo de recuperação econômica dependerá fundamentalmente de uma redução das incertezas em relação às reformas, especialmente as de caráter fiscal.
  • Os riscos do cenário ainda são percebidos como sendo assimétricos para o lado inflacionário, mas têm diminuído, especialmente devido às perspectivas externas, que agora contemplam uma possível intensificação da desaceleração global. O texto também enfatizou a necessidade de uma abordagem cautelosa da política monetária.
  • Em suma, a ata reforça que, na ausência de choques significativos, a taxa Selic deve permanecer estável no patamar de 6,5% nas próximas reuniões, bem como o impacto que as reformas podem ter nas decisões de política monetária mais adiante. O próximo evento a ser monitorado, em termos de comunicação, é o tom e o conteúdo do discurso de confirmação do novo presidente do Banco Central, Roberto Campos.

Atualização da conjuntura e cenário-base

  • O Copom entende que os indicadores recentes de atividade econômica continuam evidenciando recuperação gradual da economia brasileira. Em linha com o apresentado no comunicado, o comitê avalia que o cenário externo permanece desafiador, mas houve alguma redução e alteração do perfil dos riscos.
  • Por um lado, diminuíram os riscos associados à normalização das taxas de juros nas economias avançadas, enquanto por outro lado, aumentaram os riscos associados a uma desaceleração global em função de incertezas como disputas comerciais e o Brexit.
  • O comitê segue avaliando que medidas de inflação subjacente estão em níveis apropriados ou confortáveis, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária.
  • Considerando as expectativas extraídas da pesquisa Focus para câmbio e juros, as projeções do Copom permaneceram em torno de 3,9% para 2019 e subiram para 3,8% em 2020 (vindo de 3,6%). Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2019 em 6,50% a.a. e atinge 8,00% em 2020, além de uma taxa de câmbio que termina 2019 em R$/US$ 3,70 e 2020 em R$/US$ 3,75.
  • As projeções para a inflação de preços administrados são de 5,1% para 2019 e 4,7% para 2020. No cenário de referência, com juros constantes a 6,50% a.a. e taxa de câmbio constante em R$/US$ 3,70, as projeções recuaram ligeiramente para 3,9% em 2019 (de 4,0%) e permaneceram em 4,0% em 2020. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 5,1% para 2019 e 4,5% para 2020.

Discussão de política monetária 

  • O Copom debateu evidências de algum arrefecimento da atividade no quarto trimestre de 2018. No entanto, considerando os choques sofridos pela economia ao longo de 2018, concluiu que a evolução da atividade segue consistente com seu cenário base, de recuperação gradual da economia brasileira. Além disso, no parágrafo 13, o comitê ressaltou que uma aceleração da retomada da economia dependerá da diminuição da incerteza em relação às reformas, principalmente de natureza fiscal.
  • Sobre o ambiente internacional, o Copom continua com a visão de que o cenário se mantém desafiador, mas com certa redução e alteração do perfil de riscos. Em particular, o comitê avaliou dois cenários distintos para a economia americana: o primeiro envolve risco de desaceleração econômica relevante da economia americana, enquanto o segundo pressupõe continuidade do vigor exibido recentemente.
  • O Copom conclui que, pelo menos até a definição de qual dos dois cenários é o mais provável, os riscos associados à normalização da política monetária nos EUA se reduziram, e os riscos de desaceleração da economia global aumentaram.
  • Os membros do comitê avaliaram que houve arrefecimento dos riscos inflacionários, especialmente quanto ao cenário externo. No entanto, ressaltaram que, apesar do arrefecimento, os riscos altistas para a inflação permanecem relevantes e com maior peso em seu balanço de riscos. O Copom debateu também (parágrafo 17) a melhor forma de atuação de política monetária diante de incertezas quanto aos cenários econômicos.
  • Concluiu que a melhor forma de manter a trajetória da inflação em direção às metas é atuar com cautela, serenidade e perseverança, inclusive diante de cenários voláteis.
  • Em relação ao grau de estímulo monetário presente na economia, os membros do comitê manifestaram entendimento de que as atuais taxas de juros reais ex-ante têm efeito estimulativo, embora estimativas da taxa estrutural envolvam elevado nível de incerteza. Também concordaram que o grau de estímulo monetário adequado depende da conjuntura e, em especial, que a provisão de estímulo monetário requer ambiente com expectativas de inflação ancoradas.

Decisão de política monetária 

  • Na avaliação do comitê, a decisão de manter a taxa de juros estável é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante da política monetária, que inclui o ano de 2019 e, com peso menor e gradualmente crescente, de 2020.
  • O Copom voltou a afirmar que a conjuntura econômica prescreve postura estimulativa (juros abaixo da taxa de equilíbrio), mas repetiu o alerta de que a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é condição essencial para a manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos. Seguindo a prática recente, o Copom manteve a sinalização de flexibilidade para definir seus próximos passos, ao afirmar que os mesmos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação. Além disso, reforçou sua avaliação de que cautela, serenidade e perseverança têm sido úteis nas decisões de política monetária.

Interpretação

  • Dessa forma, a ata mostra que o Copom aparentemente discutiu mais amplamente as perspectivas da atividade econômica e concluiu que, ao levar em conta os choques ocorridos em 2018, os dados recentes são consistentes com seu cenário base de recuperação econômica gradual.
  • O comitê também enfatizou que o ritmo de recuperação econômica dependerá fundamentalmente de uma redução das incertezas em relação às reformas, especialmente as de caráter fiscal. Os riscos do cenário ainda são percebidos como sendo assimétricos para o lado inflacionário, mas têm diminuído, especialmente devido às perspectivas externas, que agora contemplam uma possível intensificação da desaceleração global. O texto também enfatizou a necessidade de uma abordagem cautelosa da política monetária.
  • Em suma, a ata reforça que, na ausência de choques significativos, a taxa Selic deve permanecer estável no patamar de 6,5% nas próximas reuniões, bem como o impacto que as reformas podem ter nas decisões de política monetária mais adiante. O próximo evento a ser monitorado, em termos de comunicação, é o tom e o conteúdo do discurso de confirmação do novo presidente do Banco Central, Roberto Campos.

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