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Papo de Mercado: Ciclo de Alta Para Inflação.

 

Concessões de crédito voltam a crescer em fevereiro

  • O Banco Central divulgou hoje as informações de crédito referentes ao mês de fevereiro. As concessões de crédito livre cresceram 4,0% em termos reais e com ajuste sazonal frente ao mês anterior. Na mesma comparação, as concessões de crédito direcionado avançaram 11,2%. A taxa de inadimplência do sistema, com ajuste sazonal, subiu 0,1 p.p. para 2,3%. A taxa de juros e o spread médio do sistema apresentaram recuo.

IPCA-15 sobe 0,93% em março e atinge 5,52% em 12 meses

  • O IPCA-15 de março registrou alta de 0,93%, próximo da nossa projeção e da mediana das expectativas de mercado (ambas em 0,96%). Esse é o maior valor visto para o mês de março, desde 2015 (1,24%). Destaque a alta em transportes (1,11%) puxada por combustíveis de veículo: gasolina (11,2%, 0,56 p.p.) e etanol (16,4%, 0,11 p.p.).

    • Entre os grupos de inflação subjacente, o núcleo de serviços subiu 0,41% no mês (de 2,8% para 3,2% em 12 meses), enquanto o núcleo de industriais subiu 0,50% (de 3,2% para 3,1% em 12 meses). A média dos núcleos acompanhados pelo BC (EX-0, EX-3, MS, DP e P55) variou 0,41% no mês e subiu de 3,0% para 3,3% em 12 meses.

    • Nossa projeção preliminar para o IPCA de março está em 1,01%. Esperamos alta de 0,55% em abril e 0,30% em maio. Esperamos 4,7% no IPCA em 2021 e 3,6% em 2022.

Relatório Trimestral de Inflação: projeções indicam continuidade 

  • O relatório de inflação de março de 2021 mostra projeções consistentes, a nosso ver, com continuidade do processo de aperto da política monetária, levando a novas altas de juros ao longo das próximas reuniões do Copom.

    • Partindo das atuais projeções do BCB, enxergamos a possibilidade de que a autoridade monetária tenha surpresas altistas com as leituras de inflação de curto prazo. Por outro lado, acreditamos que a projeção de alta dos preços administrados em 2021 (em 9,5%, ante nossa expectativa de 7,0%) gera espaço para revisões baixistas no decorrer do ano.

    • Sobre os estudos apresentados nos boxes do relatório, a nosso ver, as principais conclusões são: (1) o recuo nas entradas líquidas de IDP no Brasil em 2020 foi similar ao visto em outras economias emergentes, indicando a prevalência de fatores sistêmicos nessa deterioração; (2) salvo novos choques, a pressão dos custos de insumos sobre os preços ao produtor de bens industriais tende a arrefecer nos próximos trimestres, (3) em um cenário alternativo em que riscos fiscais e de agravamento adicional da pandemia se materializem, a projeção de inflação pode ser relativamente pouco impactada, (4) a maior volatilidade na taxa de câmbio observada no Brasil desde 2020 deve-se a alguns fatores domésticos (tais como o expressivo aumento de negócios de minicontratos de dólar) e externos (por exemplo, o aumento da volatilidade nos mercados globais, medida pelo índice VIX, e a maior volatilidade cambial observada em países emergentes), enquanto o diferencial de juros tem pouco poder explicativo.

O retorno bruto da carteira R&F Partners acumulou -3,91% (somado as operações do Trade Cash + proventos sobre dividendos) no acumulado de 2021 (fechamento 31/03/2021), comparado ao retorno de -2,22% para o Ibovespa no mesmo período. Isso equivale a dizer que a carteira R&F Partners, concentrada em poucas ações, apresentou retorno -1,69% superior ao seu principal índice de referência.

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