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Papo de Mercado: Como Esperado.

 

O Copom tomou a decisão amplamente esperada de manter a taxa Selic inalterada em 6,5% a.a

O Copom tomou a decisão amplamente esperada de manter a taxa Selic inalterada em 6,5% a.a., em votação unânime. O comunicado não se compromete com qualquer movimento em outubro, mas abre o caminho para um, caso seja necessário.

Isso fica evidente com o conjunto de projeções apresentadas no cenário de referência (taxa de juros constante em 6,5% a.a. e taxa de câmbio de R$ 4,15), em que o comitê espera inflação de 4,4% para 2018 e 4,5% para 2019 (4,2% e 4,1% anteriormente), aumentos que provavelmente resultaram da desvalorização do Real, ante uma meta que se desloca para 4,25% no próximo ano.

Mais importante, o comunicado indica que a conjuntura econômica ainda exige estímulo monetário, mas acrescenta que esse estímulo pode precisar ser gradualmente retirado se a perspectiva de inflação e/ou o balanço de riscos em torno dele piorar – o que sugere claramente uma alta, provavelmente de 0,50 p.p., em caso de deterioração adicional do cenário de inflação.

Por enquanto, esperamos que o Copom deixe a taxa básica inalterada em 6,50% a.a. em outubro, mas aguardamos a ata da reunião, que será divulgada na terça-feira, 25 de setembro às 08h00, além do Relatório Trimestral de Inflação no final deste mês, e outras informações relevantes, antes de revisitar nossa avaliação.
Detalhes

No comunicado, o comitê avaliou que os indicadores recentes de atividade econômica evidenciam recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual do que o vislumbrado no início do ano.

Na avaliação do Copom, o cenário externo permanece desafiador, com menor apetite ao risco em relação a economias emergentes. Os principais riscos continuam sendo os associados à normalização das taxas de juros nas economias avançadas e às incertezas sobre o comércio global.
O comitê avalia que medidas de inflação subjacente estão em níveis apropriados, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária.

As expectativas de inflação para 2018 e 2019 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 4,1%. As expectativas para 2020 permaneceram em torno de 4,0% e as expectativas para 2021 recuaram para em torno de 3,9%.

As projeções do próprio Copom se elevaram. No cenário com juros constantes a 6,50% a.a. e taxa de câmbio constante a R$/US$ 4,15 (valor médio arredondado dos cinco dias úteis até a sexta-feira anterior à reunião), as projeções situam-se em torno de 4,4% para 2018 e 4,5% para 2019. No cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus, as projeções do Copom situam-se em torno de 4,1% para 2018 e de 4,0% para 2019. Esse cenário supõe trajetória de juros que encerra 2018 em 6,50% a.a. e 2019 em 8,0% a.a. e de taxa de câmbio que termina 2018 em R$/US$ 3,83 e 2019 em R$/US$ 3,75.

O Copom enfatiza que em seu cenário central permanecem fatores de risco tanto para cima quanto para baixo. Sobre os riscos de baixa, o nível de ociosidade elevado pode produzir trajetória prospectiva abaixo do esperado. Por outro lado, uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária.  Esse risco se intensifica no caso de deterioração do cenário externo para economias emergentes. O Comitê julga que esses últimos riscos se elevaram.

O Copom repetiu que a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos. Reiterou que a conjuntura economia prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural. Adicionou que esse estímulo pode começar a ser removido gradualmente, caso o cenário prospectivo para a inflação no horizonte relevante para a política monetária e/ou seu balanço de riscos apresentem piora.

Com isso, o Copom tomou a decisão amplamente esperada de manter a taxa Selic inalterada em 6,5% a.a., em votação unânime. O comunicado não se compromete com qualquer movimento em outubro, mas abre o caminho para um, caso seja necessário. Isso fica evidente com o conjunto de projeções apresentadas no cenário de referência (taxa de juros constante em 6,5% a.a. e taxa de câmbio de R$ 4,15), em que o comitê espera inflação de 4,4% para 2018 e 4,5% para 2019 (4,2% e 4,1% anteriormente), aumentos que provavelmente resultaram da desvalorização do Real, ante a meta de 4,25% para o próximo ano, horizonte mais relevante para a política monetária neste momento.

Mais importante, o comunicado indica que a conjuntura econômica ainda exige estímulo monetário, mas acrescenta que esse estímulo pode precisar ser gradualmente retirado se a perspectiva de inflacão e/ou o balanço de riscos em torno dele piorar – o que sugere claramente uma alta, provavelmente de 0,50 p.p., em caso de deterioração adicional do cenário de inflação.

Por enquanto, esperamos que o Copom deixe a taxa básica inalterada em 6,50% a.a. em outubro, mas aguardamos a ata da reunião, que será divulgada na terça-feira, 25 de setembro às 08h00, além do Relatório Trimestral de Inflação no final deste mês, e outras informações relevantes, antes de revisitar nossa avaliação.

 

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