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Papo de Mercado: Fim do Forward Guindace.

 

Fim do forward guidance

  • O Copom volta a se reunir nos dias 19 e 20 de janeiro. Acreditamos que as projeções de inflação do comitê no cenário base (que inclui taxa de câmbio seguindo a paridade do poder de compra e taxa de juros de acordo com a pesquisa Focus) devem aumentar de 3,4% para 3,5% em 2021, e permanecer estáveis em 3,4% para 2022. Esperamos que o Copom retire o forward guidance de sua comunicação, mas mantenha a taxa Selic em seu nível mínimo histórico (de 2,00% a.a.).

    • No comunicado da última reunião, em dezembro de 2020, as autoridades destacaram que as projeções e expectativas de inflação para 2022 já se situavam próximas à meta, o que poderia levar ao abandono deste instrumento na medida em que o horizonte relevante de política monetária migre para o referido ano.

  • No Relatório de Inflação, também de dezembro, o BCB mostrou projeções que, em nossa visão, deixam certo espaço para surpresas inflacionárias altistas no 1T21. A divulgação do IPCA de dezembro, bem como a permanência do câmbio em patamar historicamente depreciado (apesar da forte alta recente em preços de commodities) aumentam ainda mais tal espaço, a nosso ver. Tudo isso sugere que o Copom deve retirar o forward guidance de sua comunicação, de modo a aumentar a flexibilidade do comitê para ações futuras.

    • Entendemos, no entanto, que a retirada de tal instrumento não resulta mecanicamente em elevação da taxa de juros no curto prazo, como já destacou diversas vezes o próprio comitê. O momento e o ritmo de elevação da taxa de juros dependerão da evolução da inflação, a nosso ver.

  • No caso de novas surpresas no IPCA ou piora do balanço de riscos, a taxa Selic poderia subir mais cedo. Por outro lado, se houver uma contração da economia ou apreciação mais intensa da moeda já no primeiro trimestre do ano, ajudando assim o processo de desinflação, o início do ciclo de alta poderia ser postergado. Finalmente, para que a retirada do forward guidance não seja interpretada como um sinal de alta iminente da taxa de juros, esperamos que o comitê reforce em sua comunicação que atuará de acordo com o receituário do regime de metas para a inflação, que se baseia na avaliação da inflação prospectiva e de seu balanço de riscos.

Varejo ampliado segue em alta

  • Em novembro, as vendas no varejo restrito recuaram 0,1% na variação mensal com ajuste sazonal (Itaú: -0,4%; mediana do mercado: +0,3%), enquanto as vendas no conceito ampliado, que inclui veículos e material de construção, cresceram 0,6% (Itaú: +0,6%; mediana do mercado: +0,9%).

    • As vendas nos supermercados foram o destaque negativo no mês, recuando 2,2% em relação ao mês anterior (com ajuste sazonal).

    • Esperamos que as vendas no varejo recuem em dezembro, mas dados preliminares indicam alguma melhora em janeiro.

O retorno bruto da carteira R&F Partners acumulou 0,69% (somado as operações do Trade Cash + proventos sobre dividendos) no acumulado de 2021 (fechamento 20/01/2021), comparado ao retorno de 2,23% para o Ibovespa no mesmo período. Isso equivale a dizer que a carteira R&F Partners, concentrada em poucas ações, apresentou retorno -1,54% superior ao seu principal índice de referência.

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