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Papo de Mercado: Selic No Piso.

Selic estável

  • O relatório de inflação de setembro de 2020 mostra projeções consistentes, a nosso ver, com a manutenção da taxa de juros em patamar baixo por período prolongado, com eventual alta somente a partir de meados de 2021.

    • O relatório também mostra que, em relação ao cenário que era esperado pelo Copom, os dados de inflação de junho a agosto acumulam uma pequena surpresa para baixo, de 0,01 p.p. Em paralelo, a estimativa de crescimento do PIB foi revisada para -5,0% em 2020, um pouco pior que nossa projeção (-4,5%).

    • Dentre os estudos apresentados, destaca-se, em função do atual contexto, o box sobre o impacto das transferências do auxílio emergencial sobre o consumo, além da análise da evolução do consumo de famílias pertencentes a quartis de renda diferentes durante a pandemia.

  • O Banco Central também apresentou um novo modelo, que permite a estimação endógena de variáveis econômicas não-observáveis, como o hiato do produto e a taxa de juros real neutra.
  • Adicionalmente, as autoridades introduziram um box sobre a decisão de adotar a trajetória de câmbio variando segundo a teoria da paridade do poder de compra (PPC) nos cenários prospectivos para inflação. Além disso, o relatório também traz um estudo sobre a dinâmica recente do IPA e sua relação com o IPCA.

IPCA-15 sobe 0,45% em setembro e atinge 2,65% em 12 meses

  • O IPCA-15 registrou alta de 0,45% em setembro, próximo da nossa projeção (0,44%) e acima da mediana das expectativas de mercado (0,39%). Destaque para a alta dos preços de alimentos (1,96%) e gasolina (3,19%), enquanto plano de saúde registrou deflação de 2,31% com ajuste metodológico no item.

    • As medidas de núcleo de inflação seguem em patamares baixos. Destaque para o comportamento de serviços subjacente, que registrou variação de 0,06% no mês e recuou de 2,4% para 2,2% no acumulado em doze meses. A média dos núcleos acompanhados pelo BC (EX-0, EX-3, MS, DP e P55) avançou 0,12% no mês e recuou de 2,02% para 1,91% em doze meses.

    • As próximas leituras do IPCA devem seguir pressionadas pela inflação de alimentos. Projetamos variação de 0,50% em setembro, 0,45% em outubro e 0,25% em novembro. Esperamos alta de 2,5% no IPCA em 2020 e 2,8% em 2021.

Ata do Copom reforçando a prescrição futura

  • A ata do Copom, divulgada esta manhã, reafirma no parágrafo 19 a avaliação de que, com as projeções e expectativas de inflação significativamente abaixo da meta e, mantido o regime fiscal, sua prescrição futura (forward guidance), que se resume ao compromisso de manter a Selic baixa por tempo prolongado, ainda se aplica.
  • As autoridades inclusive revisaram para baixo suas projeções de inflação de preços livres do cenário base. Daqui para a frente, esta avaliação deverá ser o elemento-chave na comunicação do banco central. O próximo evento relevante será a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação e a respectiva coletiva de imprensa, na quinta-feira.

O retorno bruto da carteira R&F Partners acumulou +5,93% (somado as operações do Trade Cash + proventos sobre dividendos) no acumulado de 2020 (fechamento 30/09/2020), comparado ao retorno de -17,37% para o Ibovespa no mesmo período. Isso equivale a dizer que a carteira R&F Partners, concentrada em poucas ações, apresentou retorno +23,30% superior ao seu principal índice de referência.

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