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Papo de Mercado: O Ciclo Acabou.

Copom: postura condicional às perspectivas fiscais

  • O Copom tomou a decisão esperada, cortando a taxa Selic para o nível recorde de baixa de 2,0% a.a., em uma decisão unânime. O comitê publicou um comunicado interessante e sutil, que combina elementos altistas e baixistas para os juros.
  • No lado baixista, as autoridades soaram mais sombrias com relação à recuperação econômica, destacando questões setoriais e apontando para uma potencial contração fiscal quando as medidas de apoio emergencial forem retiradas. É importante ressaltar que o texto não fecha formalmente a porta para flexibilização monetária adicional, embora indique que, se isto ocorrer, será feito de forma ainda mais gradual do que o movimento atual (sugerindo fortemente uma pausa nas próximas reuniões).
  • No lado altista, o comitê menciona, mais cedo do que o normal, previsões para 2022 que atingirão a meta, com a taxa Selic de volta a 3,0% a.a., até o final de 2021. Além disso, o Copom observa que pode reduzir o estímulo à medida que as previsões se aproximam da meta (ou seja, antes que elas superem a meta). O texto destaca a importância da política fiscal e do regime atual para o conjunto de opções disponíveis para as autoridades monetárias.
  • Fica a impressão de que as autoridades permanecerão sem alterar a taxa básica, até obterem mais clareza sobre as perspectivas fiscais. Considerando tudo isso, acreditamos que o Copom manterá a taxa Selic inalterada pelo menos até o final de 2020, em 2,0% aa.

IPCA sobe 0,36% em julho e atinge 2,31% em 12 meses

  • O IPCA registrou alta de 0,36% em julho. O dado veio em linha com a nossa projeção (0,37%) e com a mediana das expectativas de mercado (0,35%). Destaque para a alta nos preços de gasolina, energia elétrica e alimentos.

    • As medidas de núcleo de inflação seguem em patamares baixos. Destaque para o comportamento de serviços subjacente, que registrou deflação de 0,03% no mês e recuou de 2,7% para 2,5% no acumulado em doze meses. A média dos núcleos acompanhados pelo BC (EX-0, EX-3, MS, DP e P55) subiu 0,13% no mês, recuando levemente de 2,12% para 2,10% em doze meses.

    • As próximas leituras do IPCA devem seguir em dinâmica benigna, com pressão concentrada em alguns preços administrados. Projetamos variação de 0,09% em agosto, 0,12% em setembro e 0,22% em outubro. Esperamos alta de 1,7% no IPCA em 2020 e 2,8% em 2021.

Desemprego de junho em linha com as expectativas

  • A taxa de desemprego atingiu 13,3% em junho, próximo das expectativas do mercado (13,2%) e da nossa projeção (13,0%).

    • Assumindo a taxa de participação constante no nível de fevereiro, a taxa de desemprego aumentou para 22,4% com ajuste sazonal, ante 19,7% no mês anterior, de acordo com nossas estimativas.

    • O salário real médio efetivo declinou e agora se encontra abaixo do salário real médio habitual (o que as pessoas usualmente recebem no mês), mas o declínio foi muito mais suave do que o observado na pesquisa da Pnad Covid.

O retorno bruto da carteira R&F Partners acumulou +5,34% (somado as operações do Trade Cash + proventos sobre dividendos) no acumulado de 2019 (fechamento 12/08/2020), comparado ao retorno de -12,26% para o Ibovespa no mesmo período. Isso equivale a dizer que a carteira R&F Partners, concentrada em poucas ações, apresentou retorno +17,60% superior ao seu principal índice de referência.

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