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Papo de Mercado: Selic zero. Será?

IPCA-15 sobe 0,30% em julho e atinge 2,13% em 12 meses

  • O IPCA-15 de julho registrou alta de 0,30%. O dado veio abaixo da nossa projeção (0,51%) e da mediana das expectativas de mercado (0,52%). A surpresa para baixo foi disseminada entre diversos componentes do IPCA, com destaque para alimentos, gasolina, passagem aérea e vestuário.
  • As medidas de núcleo de inflação seguem em patamares baixos. Destaque para o comportamento de serviços subjacente, que variou 0,10% no mês e recuou de 2,7% para 2,6% no acumulado em doze meses. A média dos núcleos acompanhados pelo BC (EX-0, EX-3, MS, DP e P55) subiu 0,11% no mês, recuando levemente de 2,05% para 2,00% em doze meses.
  • As próximas leituras do IPCA devem seguir em dinâmica benigna, com pressão concentrada em alguns preços administrados. Projetamos variação de 0,41% em julho, 0,09% em agosto e 0,14% em setembro. Esperamos alta de 1,8% no IPCA em 2020 e 2,8% em 2021.

Cockpit do Copom: um corte de 0,25 p.p

  • O Copom volta a se reunir nos dias 4 e 5 de agosto. Acreditamos que as projeções de inflação do comitê para 2020 devem recuar de 2,0% para 1,9% no cenário híbrido 1 (que inclui taxa de câmbio constante e taxa de juros de acordo com a pesquisa Focus), e de 1,9% para 1,8% no cenário de referência (com taxas de câmbio e de juros constantes). Para 2021, as projeções devem mostrar aumento de 3,2% para 3,3% no cenário híbrido 1 e de 3,0% para 3,2% no cenário de referência.
  • Esperamos que o Copom corte a taxa Selic em 0,25 p.p., para 2,00% a.a. – patamar que deve estar vigorando no final de 2020. Apesar do nível já baixo da taxa básica de juros, o corte adicional seria motivado principalmente por dados recentes de inflação, que foram mais benignos do que o esperado.
  • O comitê deve continuar ressaltando que estamos diante de um ambiente particularmente incerto. Se, por um lado, os programas de estímulo creditício e de recomposição de renda podem mitigar a recessão, por outro, se continuarmos observando pressões desinflacionárias adicionais, isto implicará em uma tendência de redução das projeções de inflação. Além disso, a discussão de um limite inferior para os juros, levantada pelo próprio comitê, é um motivo adicional para agir com cautela. Com isso, não esperamos que o Copom se comprometa fortemente com o próximo movimento da taxa Selic, mantendo assim sua decisão prospectiva dependente dos dados.
  • A taxa básica de juros deve ser mantida em patamar extraordinariamente estimulativo por um algum tempo, mas há riscos para este cenário. Expectativas bem ancoradas e o elevado grau de ociosidade da economia contribuem para o cenário de taxa Selic baixa por tempo prolongado, mesmo com certo risco advindo da trajetória fiscal. No médio prazo, no entanto, a corrente deterioração fiscal suscita dúvidas importantes sobre a sustentabilidade do ambiente de taxas de juros baixas.

O retorno bruto da carteira R&F Partners acumulou +10,39% (somado as operações do Trade Cash + proventos sobre dividendos) no acumulado de 2019 (fechamento 29/07/2020), comparado ao retorno de -10,30% para o Ibovespa no mesmo período. Isso equivale a dizer que a carteira R&F Partners, concentrada em poucas ações, apresentou retorno +20,69% superior ao seu principal índice de referência.

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