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Papo de Mercado: Sem Volume Não Há Argumento.

O Copom manteve juros estáveis em 6,50%,em linha com nossa visão e da maioria do mercado. Esperamos Selic estável em 6,50% até o fim do ano

O Copom manteve a taxa Selic estável em 6,50%,em linha com a nossa visão e da maioria do mercado. No comunicado, o Copom avaliou que a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente. O texto reafirma o compromisso do comitê com uma implementação clássica do regime de metas para a inflação, rejeitando claramente a utilização da taxa de juros para estabilizar a taxa de câmbio. As projeções de inflação do Copom para 2019 (abaixo da meta no cenário de mercado e próxima da meta no cenário de referência) estão em linha com a sinalização de juros estáveis. Continuamos esperando que a taxa Selic fique estável em 6,50% até o final do ano. Teremos mais sinais sobre o racional por trás da decisão do Copom na ata da reunião, que será divulgada na terça-feira, 26 de junho, e no Relatório de Inflação referente ao segundo trimestre, que será publicado na quinta-feira, 28 de junho (ambos às 8:00, horário de Brasília).

Detalhes

No comunicado, o Comitê avaliou que dados referentes ao mês de abril sugerem atividade mais consistente que nos meses anteriores, mas que a paralisação no transporte de cargas em maio dificulta a leitura da evolução mais recente da atividade e deve levar a reflexos nos indicadores referentes a maio e junho. O cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual. O cenário externo segue sendo descrito como mais desafiador e mais volátil, com menor apetite de risco em relação a economias emergentes.

Avaliação

O Copom avalia que a evolução da inflação no curto prazo deverá refletir os efeitos altistas (nas palavras do comitê, significativos e temporários) da paralisação no setor de transportes e de outros ajustes de preços relativos. No entanto, as medidas de inflação subjacente seguem em níveis baixos, incluindo os componentes mais sensíveis à política monetária (isto é, preços de serviços).

Projeções

As expectativas de inflação, segundo a Pesquisa Focus do Banco Central, subiram para 3,9% para 2018 (de 3,5% na reunião anterior) e para 4,1% para 2019 (de 4,0%), permanecendo em 4,0% para 2020. Com relação às projeções do próprio Copom, a inflação no cenário de mercado teve aumento significativo para 4,2% para 2018 (de 3,6%) e queda para 3,7% em 2019 (de 3,9%), supondo que a taxa de juros encerre 2018 em 6,5% e 2019 em 8% e com a taxa de câmbio em R$/US$ 3,63 ao final de 2018 e R$/US$ 3,60 ao final de 2019. Com juros constantes em 6,50% e taxa de câmbio em R$/US$ 3,70 (valor médio dos cinco dias úteis até a sexta-feira anterior à reunião, arredondado), as projeções situam-se ao redor de 4,2% para 2018 e  4,1% para 2019.

O Copom enfatiza que em seu cenário central permanecem fatores de risco tanto para cima quanto para baixo. O principal risco de baixa para a inflação vem da persistência, através de mecanismos inerciais, dos baixos níveis de inflação. Os riscos de alta incluem a frustração da agenda de reformas econômicas, que afetaria os prêmios de risco, pressionando a inflação para cima, além da continuidade da reversão do cenário externo para economias emergentes – segundo o comitê, este último risco se intensificou desde a última reunião, enquanto diminuiu o risco da inflação ficar significativamente abaixo da meta no horizonte relevante.

O Copom repetiu a consideração de que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural (leia-se neutra). Também destacou que a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários é essencial para manter a inflação baixa no médio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para recuperação sustentável da economia.

O Copom manteve a taxa Selic estável em 6,50%, em linha com a nossa visão e da maioria do mercado. No comunicado, o Copom não explicitou sua visão para a próxima reunião, mas avaliou que a evolução do cenário básico e do balanço de riscos prescreve manutenção da taxa Selic no nível vigente. As projeções de inflação do Copom situam-se em torno de 4,2% para 2018 e 3,7% para 2019 no cenário de mercado, que supõe a taxa de juros subindo para 8,0% em 2019. No cenário de referência (juros e cambio constantes), as projeções de inflação situam-se em torno de 4,2% para 2018 e 4,1% para 2019. Estas projeções para 2019 (abaixo da meta no cenário de mercado e próxima da meta no cenário de referência) estão em linha com a sinalização de juros estáveis.

O comunicado também reforçou o compromisso com o regime de metas de inflação, ao reiterar que não há relação mecânica entre choques recentes e a política monetária, e que estes choques devem ser combatidos apenas no impacto secundário que poderão ter na inflação prospectiva. Também importante, o texto indica que uma piora do balanço de riscos para a inflação, que poderia suscitar resposta de política monetária, demanda a emergência de sinais de espraiamento dos choques recentes para outros preços da economia – sendo assim, será muito importante monitorar o comportamento das medidas de núcleo bem como das expectativas inflacionárias. Continuamos esperando que a taxa Selic fique estável em 6,50% até o final do ano.

 

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