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Papo de Mercado: PIB Para O Pó.

Concessões livres recuam em maio, puxadas por PJ

  • O Banco Central divulgou hoje as informações de crédito referentes ao mês de maio. As concessões de crédito livre recuaram 2,2% em termos reais e com ajuste sazonal frente ao mês anterior, mas o ritmo de queda desacelerou em relação ao observado em abril, de -18,9%.
  • Na mesma comparação, as concessões de crédito direcionado avançaram 3,9% (ante 9,7% em abril). A taxa de inadimplência do sistema, com ajuste sazonal, caiu 0,1 p.p. para 3,1%. A taxa de juros e o spread médio do sistema também apresentaram recuo.

Relatório Trimestral de Inflação

  • O relatório de inflação de junho de 2020 mostra projeções consistentes, a nosso ver, com a manutenção da taxa de juros em patamar baixo por período prolongado, com eventual alta somente a partir de 2021.
  • O relatório também mostra que, em relação ao cenário que era esperado pelo Copom, os dados de inflação de março a maio acumulam uma surpresa de 1,0 p.p. para baixo. Em paralelo, o crescimento do PIB foi revisado para -6,4% em 2020, valor pior do que nossa projeção (-4,5%).
  • Dentre os estudos apresentados, destaca-se, em função do atual contexto, o box sobre dados de alta frequência associados à atividade econômica durante a pandemia, que mostram que uma recuperação teve início já em abril, ainda que gradual.
  • A “mensalização” dos dados de mercado de trabalho da PNAD também tenta aumentar a precisão da análise, e mostra que a taxa de desemprego atingiu níveis maiores em abril, com queda expressiva da força de trabalho e, consequentemente, da massa salarial. Também é interessante o estudo sobre o mercado de crédito durante a pandemia, que mostra aumento de concessões a pessoas jurídicas durante o período, inclusive para micro e pequenas empresas.
  • Por fim, destacamos os boxes relacionados à inflação, com estudos sobre cenários alternativos pra inflação, preços da gasolina, perspectivas para reajustes de energia elétrica e a mudança no conjunto de medidas de núcleo de inflação que o BC utilizará, daqui em diante, para análises conjunturais.

IPCA-15 de junho praticamente estável no mês

  • O IPCA-15 de junho registrou ligeira alta de 0,02%. O dado veio acima da nossa projeção (-0,09%) e da mediana das expectativas do mercado (-0,05%). Com relação à nossa projeção, a principal surpresa veio em alimentação no domicílio e combustíveis de veículos. Alguns bens industriais, com aparelho telefônico, eletrodomésticos e tv, som e informática, também pressionaram a leitura de hoje.
  • As medidas de núcleo de inflação seguem em patamares baixos e desacelerando na margem. Destaque para o comportamento de serviços subjacente, com deflação de 0,02% no mês e acumulado em doze meses oscilando de 2,8% para 2,7%.
  • As próximas leituras do IPCA devem seguir em dinâmica benigna, com pressão concentrada em administrados. Projetamos variação de 0,24% em junho, 0,41% em julho e 0,19% em agosto. Esperamos alta de 1,8% no IPCA em 2020 e 2,8% em 2021.

O retorno bruto da carteira R&F Partners acumulou +8,66% (somado as operações do Trade Cash + proventos sobre dividendos) no acumulado de 2019 (fechamento 01/07/2020), comparado ao retorno de -17,06% para o Ibovespa no mesmo período. Isso equivale a dizer que a carteira R&F Partners, concentrada em poucas ações, apresentou retorno +25,72% superior ao seu principal índice de referência.

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