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Papo de Mercado: Corte Ousado.

Copom: corte ousado frente aos riscos

  • O Copom reduziu a taxa básica de juros para o mínimo histórico de 3,0% a.a. (esperávamos um movimento menos agressivo, para 3,25%). Isso aconteceu apesar da depreciação de mais de 20% do real desde a reunião anterior e após sinais de que a deterioração da política fiscal pode ser mais persistente que o esperado. Além disso, as autoridades indicaram que dois membros do comitê eram a favor de um corte ainda mais ousado e que a decisão de 0,75 p.p. foi um ajuste “moderado”.
  • Olhando à frente: o comunicado indica que o Copom realizará um corte final em sua próxima reunião, não maior que 0,75 p.p. Em nossa opinião, seria necessário um agravamento ainda mais intenso da situação fiscal e um nível ainda mais depreciado da taxa de câmbio para impedir que o Copom repita em junho a decisão de hoje. Assim, esperamos que o banco central leve a taxa Selic para 2,25% a.a. em sua próxima reunião, patamar que deve ser mantido até o fim do ano.
  • Note-se que, dadas as recentes mudanças legais, o banco central deverá em breve estar em posição de atuar no mercado de títulos públicos, de modo a impedir que a curva de juros fique muito mais inclinada. Isso pode deixar o comitê mais confortável para agir de forma mais rápida na parte curta da curva juros. Teremos mais informações sobre a visão do Copom com a divulgação da ata da reunião, na terça-feira, 12 de maio.

IPCA recua 0,31% em abril e atinge 2,40% em 12 meses

  • O IPCA de abril registrou deflação de 0,31%. O dado veio um pouco abaixo da nossa projeção (-0,26%) e da mediana das expectativas do mercado (-0,24%). Destaque para queda nos preços dos combustíveis (-9,6%) e alta no preço dos alimentos (2,2%).
  • As medidas de núcleo de inflação seguem em patamares baixos e desacelerando na margem. A inflação de industriais subjacente recuou 0,29% na leitura de hoje, com o acumulado em doze meses passando de 1,8% para 1,0%. A inflação de serviços subjacente também desacelerou nessa base de comparação, de 3,3% para 3,1%.
  • As próximas leituras do IPCA devem seguir no negativo. Projetamos deflação de 0,42% em maio e de 0,02% em junho. Esperamos, portanto, deflação de 0,74% no segundo trimestre do ano.

 

O retorno bruto da carteira R&F Partners acumulou -16,30% (somado as operações do Trade Cash + proventos sobre dividendos) no acumulado de 2019 (fechamento 13/05/2020), comparado ao retorno de -31,33% para o Ibovespa no mesmo período. Isso equivale a dizer que a carteira R&F Partners, concentrada em poucas ações, apresentou retorno +15,03% superior ao seu principal índice de referência.

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