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Papo de Mercado: Acabou a Fanfarra!

Acabou a Fanfarra: Empiricus e sócios pagam R$4,250 milhões para encerrar processos na CVM

  • Depois de anos de confronto, a empresa de análises e informações financeiras Empiricus e seus sócios fecharam um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para encerrar processos envolvendo acusações de irregularidades e atuação fora dos padrões do regulador. A CVM aceitou o Termo de Compromisso no valor de R$ 4,250 milhões feito pela empresa e por seus sócios, que também se comprometeram a se credenciar para atuar como analistas de valores mobiliários, seguindo as regras impostas à atividade, como limites à publicidade e a proibição de promessas de retorno.
  • As disputas entre a Empiricus e a CVM começaram há alguns anos, e foram precedida por desentendimentos entre a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec) e a empresa. A Apimec exigia que a Empiricus seguisse o código de ética da entidade, que estabelece restrições para a publicidade e projeções de rentabilidade. Já a Empiricus alegava que não precisava se submeter às restrições pois era uma empresa de comunicação e que as limitações iam contra a liberdade de imprensa. O mesmo argumento foi usado para rejeitar as determinações da CVM.
  • O auge da polêmica aconteceu no ano passado, com o vídeo publicitário da Betina Rudolph, no qual uma funcionária da Empiricus afirmava que havia transformado R$ 1,5 mil em R$ 1 milhão em três anos na bolsa seguindo os conselhos da empresa. O comercial provocou processos do Conselho Nacional de Autorregulação Publicitária (Conar) e do Procon. A repercussão negativa levou a Empiricus a divulgar um pedido de desculpas.
  • Com o acordo, a CVM encerrará os processos PA CVM SEI 19957.009590/2018-01 e PA CVM SEI 19957.000861/2019-35, que envolviam a Empiricus Research Publicações Ltda., Inversa Publicações Ltda., além dos sócios Alexandre Mastrocinque, André Roque de Barros, Fernando Ferrer de Azevedo, Felipe Abi-Acl de Miranda, Felipe Antunes Paletta, Gesley Henrique Florentino, João Luiz Piccioni Junior, Leandro Augusto Petrokas, Leonardo Pontes dos Reis, Luiz Francisco Rogé Ferreira, Marink Martins de Souza Jr., Max Felipe Bohm, Rodolfo Cirne Amstalden, Ruy Shimabukuro Beccaria Hungria e Sergio Altran Oba.
  • Pelo acordo, ficou acertado que a Empiricus pagará R$ 3 milhões, parcelados em quatro prestações mensais de R$ 750.000,00, sendo a segunda, terceira e quarta prestações atualizadas pelo IPCA. A Inversa pagará R$ 500 mil, parcelados em 2 prestações de R$ 250.000,00, sendo a segunda prestação atualizada pelo IPCA. Cada um dos 15 sócios pagará R$ 50 mil em parcela única, totalizando o valor de R$ 750 mil.
  • Além disso, a empresa se comprometeu a providenciar o credenciamento, no prazo de 60 dias, a contar da publicação do Termo de Compromisso no Diário Eletrônico do site da CVM, de todos para a atividade de analista de valores mobiliários, nos termos da Instrução CVM 598, perante entidade autorizada pela CVM, a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec).
  • Para a CVM, a proposta da Empiricus “seria suficiente para desestimular a prática de condutas semelhantes no mercado, sendo oportuno e conveniente realizar o acordo”.

Poupança renderá menos que inflação 

  • A poupança, que rende 70% da Selic para os depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012, o que equivale a 2,97% ao ano, menos que a inflação projetada para este ano, de 3,35% pelo IPCA, e igual a um ganho mensal de 0,24%. Mas atenção: os depósitos em poupança feitos antes de 4 de maio de 2012 continuam rendendo 0,5% ao mês, ou 6,17% ao ano, o que é um ótimo rendimento hoje.
  • Se a poupança renderá pouco, os fundos de investimento de renda fixa mais conservadores, os DI, também não terão desempenho muito melhor. Para empatar com a poupança, esses fundos, que além de imposto de renda cobram ainda uma taxa pela administração do dinheiro dos clientes, terão de cobrar no máximo 0,75% ao ano. Se o fundo cobrar mais que isso, a poupança renderá mais.
  • Também terão seu rendimento reduzido as aplicações em CDBs de bancos, LCIs e LCAs corrigidas pelo juro do CDI, que é o overnight dos papéis privados e que acompanha a Selic. Os títulos do Tesouro Direto Tesouro Selic também passam a render, a partir de amanhã, 4,25% ao ano, menos imposto de renda, o que seria equivalente a um ganho 3,61% considerando a menor alíquota de imposto de renda, de 15% para dois anos de aplicação.
  • Se for considerada a alíquota para prazos de até seis meses, de 22,5%, o valor que irá para o bolso do investidor que conseguir 100% da Selic será equivalente a 3,29%. Portanto, ainda valerá a pena trocar a poupança pelo Tesouro Selic, desde que não haja mais nenhuma taxa cobrada pela corretora ou pelo banco. Ou por um CDB com rendimento de 100% ou um pouco mais que o CDI.

PIB Mensal recua 0,8% 

  • O PIB mensal Itaú Unibanco (PM-Itaú) recuou 0,8% em dezembro ante novembro com ajuste sazonal. Ante o mesmo período de 2018 avançou 0,7%.
  • No quarto trimestre, o PM-Itaú avançou 0,4% ante o trimestre anterior. Com isto, o PM-Itaú cresceu 1,0% em 2019. Projetamos crescimento do PIB de 0,5% com ajuste sazonal no 4T19 ante o 3T19.
  • Três dos treze componentes do PIB mensal cresceram no mês, na comparação mensal dessazonalizada.

Vendas no varejo ampliado recuam 0,8%

  • As vendas no varejo restrito recuaram 0,1% com ajuste sazonal em dezembro ante novembro, resultado mais fraco do que as expectativas do mercado (+0,2%) e um pouco abaixo da nossa projeção (0,0%). As vendas no varejo ampliado, que incluem veículos e material de construção, encolheram 0,8% (mercado: -0,4%, Itaú: -0,5%).
  • Oito de dez categorias de vendas no varejo caíram em dezembro. Os únicos dois itens que cresceram foram móveis e eletrodomésticos e livros e jornais. As vendas de supermercados recuaram, provavelmente devido ao choque temporário na inflação de alimentos em dezembro.
  • Acreditamos que o consumo seguirá em crescimento moderado ao longo de 2020, estimulado principalmente pelo crédito. No entanto, o consumo deve perder força no 1T20 tendo em vista o carrego estatístico negativo das vendas no varejo e o fim do efeito positivo no consumo advindo dos saques do FGTS.

O retorno bruto da carteira R&F Partners acumulou 7,56% (somado as operações do Trade Cash + proventos sobre dividendos) no acumulado de 2019 (fechamento 19/02/2020), comparado ao retorno de 0,01% para o Ibovespa no mesmo período. Isso equivale a dizer que a carteira R&F Partners, concentrada em poucas ações, apresentou retorno +7,55% superior ao seu principal índice de referência.

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