Consultoria de Investimentos

TRADE CASH (05 de fevereiro de 2020)

Papo de Mercado: Roubaram Meu Carro, Faço Seguro?

Copom reduz juro para 4,25%

  • O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu o juro básico da economia de 4,50% para 4,25% ao ano, a menor da história do país, e indicou que não vai mais cortar os juros, conforme comunicado divulgado junto com a decisão.
  • No comunicado, o Copom diz que “entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária” e que “vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”. A expectativa agora é que essa taxa permaneça ao menos até o fim deste ano e talvez continue até o começo do ano que vem.
  • O comportamento das projeções para a inflaçãoe a atividade no ano que vem, por sua vez, serão cada vez mais importantes para os próximos passos do Copom nos juros.

O corte tem um lado bom, de reduzir o custo dos empréstimos para empresas e pessoas. Os bancos já anunciaram que vão cortar os juros, mas apenas o Banco do Brasil deu os números.

  • As linhas Desconto de Cheques, Desconto de Títulos e antecipação de crédito ao lojista (ACL), passarão a contar com taxas a partir de 1,19%, 0,93% e 0,88% ao mês, respectivamente, ante 1,23%, 1,04% e 0,94% ao mês hoje.

Conavírus

  • A epidemia de coronavírus, centrada na China, tem motivado aumento de aversão ao risco e depreciação de ativos de economias emergentes, inclusive os brasileiros. Acreditamos que tais efeitos tendem a ser passageiros e que, a médio prazo, esses desenvolvimentos configuram pressão negativa sobre a atividade econômica global, no entanto, um baixo risco para a recuperação no Brasil.
  • Nossas carteiras estavam devidamente vacinadas e protegidas, sendo que, nossos portfólios sob gestão não sofreram as consequências da epidemia. Vacina depois da doença adianta? E o mesmo que ligar para seguradora e cotar seguro depois de roubarem o carro.

Corte de 0,25 p.p. na primeira reunião do ano

  • O Copom volta a se reunir na semana que vem, nos dias 4 e 5 de fevereiro. Acreditamos que as projeções de inflação no cenário de mercado (que inclui câmbio e taxa de juros de acordo com a pesquisa Focus) devem recuar de 3,5% para 3,4% em 2020, e continuar em 3,4% tanto em 2021 quanto em 2022. No cenário híbrido 1 (que considera câmbio constante e taxa de juros de acordo com a pesquisa Focus), as estimativas devem recuar de 3,7% para 3,5% em 2020 e continuar em 3,7% para 2021 e em 3,5% para 2022.
  • Entendemos que os fatores de risco para a trajetória de inflação evoluíram de maneira positiva desde a última reunião, com medidas de núcleos mantendo dinâmica benigna e as expectativas de inflação permanecendo ancoradas.
  • Acreditamos ainda que a trajetória das projeções indica que as autoridades podem ser surpreendidas com uma inflação mais baixa que esperado no primeiro trimestre de 2020. Quanto à atividade econômica, há uma tendência de recuperação gradual, embora dados mais recentes tenham mostrado resultados ambíguos. A capacidade ociosa da economia segue elevada sob diversas métricas.
  • Apesar do destaque que vem sendo dado pelo comitê e seus membros às incertezas quanto ao canal de transmissão da política monetária, em um contexto de efeitos defasados da política monetária, entendemos que a combinação dos fatores destacados acima indica que o Copom verá espaço para reduzir a taxa Selic em 0,25 p.p., para 4,25% a.a., na reunião de 4 e 5 de fevereiro.
  • Quanto aos próximos passos da política monetária, será importante observar se o comunicado da reunião sinalizará a intenção de fazer uma pausa para avaliar os efeitos defasados do processo de flexibilização monetária, ou se deixará em aberto a possibilidade de um ajuste adicional. Em qualquer caso, o comitê deverá destacar, como de costume, que seus próximos passos dependerão da evolução dos dados econômicos, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação.
  • No momento, mantemos a expectativa de redução da Selic para 4% a.a. no final do ciclo de flexibilização, em março, o que pode ser revisto à luz da comunicação do BC no comunicado da próxima reunião ou documentos subsequentes.

Números fiscais em melhora gradual

  • O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 62 bilhões em 2019 (-0,9% do PIB), frente a um déficit de R$ 108 bilhões (-1,6% do PIB) em 2018 e uma meta estabelecida para o ano de déficit de R$ 132 bilhões (-1,8% do PIB).
  • O governo central registrou déficit de R$ 89 bilhões (-1,2% do PIB), frente a uma meta de R$ -139 bilhões (-1,9% do PIB), enquanto os governos regionais e as estatais obtiveram superávits de R$ 15 bilhões (0,2% do PIB) e R$ 12 bilhões (0,2% do PIB), respectivamente. Em dezembro, o setor público teve déficit primário de R$ 13,5 bilhões (esperado: R$ 23,4 bilhões) e o governo central (pela metodologia do Tesouro Nacional, a partir da diferença entre receitas e despesas) de R$ 14,6 bilhões (esperado: 8,4 bilhões).
  • A dívida bruta do governo geral recuou de 76,5% do PIB em 2018 para 75,8% do PIB em 2019, refletindo principalmente devoluções do BNDES ao Tesouro e a redução das reservas internacionais, que somaram 2,8% do PIB no ano. A dívida líquida do setor público, por sua vez, alcançou 55,7%, frente 53,6% do PIB no ano anterior.
  • O déficit nominal recuou de 7,1% do PIB em 2018 para 5,9%, refletindo menores despesas de juros e o melhor resultado primário. Após a aprovação da reforma da Previdência, é necessário continuar a focar na revisão de gastos obrigatórios, como as despesas de pessoal, de modo a consolidar o cenário de retorno gradual a superávits primários compatíveis com a estabilização estrutural da dívida pública.

O retorno bruto da carteira R&F Partners acumulou 4,96% (somado as operações do Trade Cash + proventos sobre dividendos) no acumulado de 2019 (fechamento 05/02/2020), comparado ao retorno de 2,14% para o Ibovespa no mesmo período. Isso equivale a dizer que a carteira R&F Partners, concentrada em poucas ações, apresentou retorno +2,82% superior ao seu principal índice de referência.

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