Consultoria de Investimentos

Papo de Mercado: Salamaleico.

Superávit comercial de US$ 46,7 bi

  • O superávit comercial em 2019 foi menor do que o registrado nos últimos anos, mas permaneceu em patamar historicamente elevado.
  • Em 2019, houve queda das exportações em função da desaceleração do comércio global e de parceiros comerciais importantes, como a Argentina. As importações, por sua vez, também recuaram. Vale notar, no entanto, que ao longo de 2018 as mesmas foram infladas por operações envolvendo plataformas de petróleo em função da mudança do Repetro. Excluindo essas operações, as importações teriam subido em 2019, em linha com a recuperação gradual da atividade econômica.
  • Em dezembro, o superávit foi de US$ 5,6 bi, com US$ 18,2 bi de exportações e US$ 12,6 bi de importações. O resultado é inferior aos US$ 6,6 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior. A média móvel trimestral dessazonalizada e anualizada do saldo comercial subiu para US$ 51 bilhões (ante US$ 48 bi em novembro).
  • Para 2020, projetamos nova redução do superávit comercial (US$ 40 bilhões), em linha com a retomada da economia e consequente aumento de importações.

Desemprego recua para 11,7%

  • A taxa de desemprego nacional alcançou 11,2% em novembro , abaixo da mediana do mercado e da nossa projeção (ambas 11,4%). De acordo com nosso ajuste sazonal, o desemprego recuou para 11,7% (-0,2 p.p.).
  • A taxa de subutilização  alcançou 23,3%, menor nível desde janeiro de 2017. Em termos dessazonalizados, o indicador recuou 0,3 p.p., atingindo 23,8%.
  • A massa salarial real cresceu 3,0% na comparação anual e 1,3% na variação trimestral.

Déficit primário de R$15,3 bilhões

  • O setor público consolidado registrou déficit primário de R$15,3 bilhões em novembro, melhor que a nossa projeção e o consenso de mercado (em R$ 16,2 bilhões e R$ 16,4 bilhões, respectivamente). O governo central registrou déficit de R$ 16,5 bilhões pela metodologia do Tesouro Nacional (a partir da diferença entre receitas e despesas), um déficit maior que a nossa expectativa de R$ 14,6 bilhões.
  • Pela metodologia do Banco Central (a partir apenas da variação na dívida líquida do governo central), o déficit foi de R$ 18,2 bilhões. Governos regionais registraram superávit de R$ 2,9 bilhões, enquanto as empresas estatais registraram déficit de R$ 39 milhões. No acumulado em 12 meses, o déficit primário consolidado oscilou para 1,2% do PIB (ante 1,3% no mês anterior).

 

  • A dívida bruta do governo geral subiu de 77,3% para 77,7% do PIB entre outubro e novembro, já a dívida líquida recuou de 55,2% para 54,8% do PIB. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal, excluindo swaps, se manteve em 6,1% do PIB. Após a aprovação da reforma da Previdência, é necessário continuar a focar na revisão de gastos obrigatórios, como as despesas de pessoal, de modo a consolidar o cenário de retorno gradual a superávits primários compatíveis com a estabilização estrutural da dívida pública.
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